quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Uso do Termometro Infra Vermelho para evitar ulceras nos Pés Diabéticos


Uso de termómetro de infra-vermelhos para monitorização de risco de Úlcera no pé diabético As alterações neurovasculares que se verificam no pé diabético aumentam o risco do desenvolvimento de úlceras. Sabe-se
que a temperatura cutânea é um bom indicador de alteração da perfusão arterial dos tecidos ou da  existência de processos inflamatórios que precedem o aparecimento de úlceras. A  termografia tem sido usada para o mapeamento térmico da pele no pé diabético. No entanto este método não é aplicável na maioria das situações devido aos imperativos técnicos. O uso de um vulgar termómetro de infra-vermelhos, com um custo aproximado de 75 euros, pode ser útil para a monitorização sistematizada de regiões pré definidas do pé no intuito de detectar alterações de temperatura que cursam em paralelo com processos patológicos. Este método é de fácil aplicação e não requer tecnologia especial.
Um  estudo datado de 2004 avaliou a eficácia da monitorização domiciliária de temperatura com termómetro infravermelho
como uma ferramenta preventiva em indivíduos de alto risco  relacionado com a diabetes no que concerne à  ulceração da extremidade inferior , concluindo que esta ferramenta é útil na diminuição da ocorrência de úlceras e da taxa de amputação em indivíduos de alto risco. Este é um método com pouca expressão nos cuidados ao paciente diabético mas que pode trazer ganhos consideráveis na prevenção das complicações do pé diabético. O mesmo método pode ser usado em outras situações, como por exemplo na  vigilância de zonas corporais reimplantadas, uma vez que a diminuição da temperatura local é um preditor de complicações vasculares

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